quinta-feira, 10 de maio de 2012

Governo estuda portabilidade do crédito imobiliário


A alteração facilitaria a transferência de crédito imobiliário de um banco para outro que oferecesse mais vantagens para o mutuário.


Imobiliário
Imóveis: o assunto passou a ser destaque depois de o governo anunciar a nova regra para a caderneta de poupança, no último dia 3

Brasília - O Ministério da Fazenda confirmou que o governo estuda regras que facilitem a portabilidade do crédito imobiliário. A área técnica do governo está finalizando os estudos, mas não foi divulgada uma data para o anúncio das medidas com os ajustes na portabilidade. A alteração facilitaria a transferência de crédito imobiliário de um banco para outro que oferecesse mais vantagens para o mutuário. A portabilidade, segundo o Ministério da Fazenda, está em vigor desde setembro de 2006.

O assunto passou a ser destaque depois de o governo anunciar a nova regra para a caderneta de poupança, no último dia 3. A mudança estabeleceu alteração na remuneração da aplicação quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver em 8,5% ao ano ou menor do que esse patamar. Nesse caso, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Assim, a remuneração continua sendo 0,5% ao mês mais a TR.

Para tentar esclarecer os poupadores, foi publicada uma lista com perguntas e respostas no site do ministério, incluindo as questões sobre o crédito imobiliário. O ministério procura esclarecer que “não há vinculação direta entre a alteração na remuneração dos novos depósitos de poupança e a redução nas taxas de juros dos financiamentos habitacionais já existentes, até porque estes são instrumentos juridicamente perfeitos que devem ser respeitados”.

Por outro lado, o argumento do Ministério da Fazenda é que a redução nas taxas de juros da economia terminará incentivando os bancos a financiarem imóveis a taxas menores do que as dos contratos já firmados e, diante desse quadro, os mutuários devem exercem o direito de portabilidade. Como o governo anunciou a mudança no cálculo da poupança justamente para abrir caminho para uma eventual queda nos juros, os contratos antigos passarão a ser menos vantajosos à medida que as taxas ficarem menores.

No último dia 4, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou à Agência Brasil que a expectativa do governo é ter, daqui a alguns anos, uma taxa de juros que flutue entre 4% e 8%. De acordo com o boletim Focus do Banco Central (BC), a taxa básica de juros (Selic) que, como o nome diz, serve como base de cálculo para as demais taxas, terminará o ano em 8,5% ao ano. Os dados do documento, no entanto, refletem dados até o dia 4 de maio, quando começaram a valer as novas regras da poupança. O Comitê de Política Monetária do Banco Central deverá ser reunir nos próximos dias 29 e 30 de maio para definir a tendência do índice.

O Ministério da Fazenda também esclarece aos mutuários que a mudança na regra na caderneta de poupança não reduzirá o valor da prestação no financiamento da casa própria dos contratos já existentes. Isso porque os contratos de financiamento imobiliário, em sua maioria, apresentam uma taxa fixa, com correção do saldo devedor pela Taxa Referencial (TR) e não dependem diretamente da Selic, embora a mesma taxa tenha certa influência no valor da TR.

O Ministério da Fazenda garante que o risco de um eventual descasamento entre os ativos e passivos da fonte de recursos (funding) do financiamento imobiliários não será alterado, mas descarta a diminuição dos recursos para o crédito habitacional já que não há expectativa de queda no volume dos depósitos em poupança. No último dia 8, o Banco Central informou que a poupança teve melhor resultado para abril desde 2007, com os depósitos superando as retiradas em R$ 1,977 bilhão.
FONTE:
Daniel Lima, da   -  09/05/12

segunda-feira, 19 de março de 2012

Concórdia Corporate: um novo marco na arquitetura contemporânea de Nova Lima

Com arquitetura arrojada, o imponente edifício no Vila da Serra já possui as Licenças Prévia e de Implantação.
Depois de cumprir todas as exigências dos órgãos ambientais competentes, a Construtora Caparaó anunciou o início das obras do Concórdia Corporate, localizado na Alameda da Serra, no bairro Vila da Serra. As licenças recebidas pela Construtora foram cedidas pelo Conselho de Política Ambiental (COPAM), no dia 27 de fevereiro. Na área será erguido um belíssimo edifício de uso misto (residencial - lofts - e comercial), em uma área bruta de mais de 59 mil m². Serão 44 andares e mais de 800 vagas para veículos, o que contribuirá para absorver a necessidade de estacionamento da região. 

Construtora está de posse de todas as licenças

O empreendimento já possui as Licenças Prévia e de Implantação (LP e LI) concedidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAM), por meio da Superintendência de Regulação Ambiental da Central Metropolitana (SUPRAM-Central). “Passamos por várias etapas e todas as exigências foram cumpridas. Levamos mais de um ano para obter todas as deliberações e agora já podemos iniciar a obra, que tem uma expectativa de duração de três anos.”
O projeto do Concórdia foi aprovado pela Prefeitura de Nova Lima, o que declara que a edificação está em conformidade com as leis e os regulamentos administrativos do município. O empreendimento também recebeu parecer favorável de vários órgãos para a tramitação do processo de licenciamento ambiental junto a SUPRAM Central. Dentre eles podemos citar Instituto Estadual de Florestas (IEF), Fundação de Parques Municipais de Belo Horizonte, Secretaria de Trânsito de Nova Lima, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), APA SUL, Parque do Rola Moça e Copasa.

Confira algumas das medidas mitigatórias do empreendimento:


Edifício Concórdia Corporate será construiído na Alameda da Serra, no Vila da Serra

• Contribuição, juntamente com outras empresas, na construção da trincheira que vai interligar Nova Lima a Belo Horizonte e que irá desafogar o trânsito na região, trazendo mais mobilidade, conforto e rapidez para quem circula no entorno das duas cidades.
• Parte do valor da obra será pago ao Estado para  contribuir com a manutenção das áreas de Unidades de Conservação (UC).  
• Treinamento e fornecimento de kits de brigadistas para os parques da APA SUL, corroborando na prevenção e combate a incêndios.
O Concórdia foi o primeiro empreendimento a passar no processo de licenciamento estadual exigido pelo Ministério Público, inclusive com o firmamento do TAC para verificação posterior do cumprimento de exigências ali contidas.
Projeto valoriza a qualidade de vida
Este empreendimento traz um conceito de implantação que visa a ocupar o terreno e, assim, liberar a esquina entre a MG 030 e a Alameda da Serra. A localização estratégica da torre faz surgir grandes áreas abertas, criando uma integração entre o edifício e os transeuntes. Estas áreas espaçosas, ajardinadas ou em forma de terraços livres e panorâmicos contribuem para o enriquecimento do espaço urbano: elas criam áreas verdes e de convivência, aliviando a sensação do usuário da intensa ocupação da avenida e convidando a explorar a vista privilegiada do local.
O imponente edifício surpreende desde a entrada com sua esplanada exclusiva e seu paisagismo com espécies criteriosamente selecionadas pelo renomado Escritório Burle Marx. Isso contribui para a concepção deste empreendimento moderno e arrojado que, certamente, será um marco na arquitetura contemporânea de Nova Lima.


FONTE:  Jornal do Belvedere - 15/03/2012

OUTRAS INFORMAÇÕES:
mbeatrizac@gmail.com

sexta-feira, 16 de março de 2012

Alça Viária - acesso para Belvedere e Vila da Serra

"A Associação dos Empreendedores dos Bairros Vila da Serra e Vale do Sereno (AVS), e o
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), assinaram o convênio
permitindo as obras da Alça Viária, no início de 2012.

Compreende uma trincheira, um viaduto e três pistas de rolamento no sentido Nova Lima/
Belo Horizonte, interligando a MG30 com a BR356.
A obra faz parte do Complexo Viário do Portal Sul que abrange, ainda, dois outros viadutos.

Agora a obra é uma realidade que desafogará o transito, trazendo mais conforto, rapidez
e segurança para quem circula de Nova Lima a Belo Horizonte."

Fonte: AVS - Associação da Vila da Serra e Vale do Sereno



Foi assinado hoje (14/03/12 ) às 10h30 o contrato para início das obras da Alça Viária, entre a Associação dos Empreendedores dos Bairros Vila da Serra e Vale do Sereno (AVS) e a Construtora Terrayama, empresa ganhadora do processo de licitação. O processo foi iniciado no ano passado pela FS Consultores, empresa contratada pela Associação para gerenciar e fiscalizar a obra.

A cerimônia, ocorrida na sede da Associação, contou com a participação do deputado estadual Fred Costa (PHS), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Complexo Viário Sul. “Assinamos com a construtora. Vale lembrar que a obra é financiada inteiramente pela iniciativa privada, sem um centavo de recursos públicos”, disse.

Com um aporte de R$7 milhões, a obra compreende serviços de alargamento da pista com três pistas de rolamento, pavimentação e execução de obras de arte especiais – trincheira e um viaduto, no sentido Nova Lima/Belo Horizonte, no trecho compreendido entre o viaduto ferroviário da antiga Rede Ferroviária e o BH Shopping, possibilitando uma ligação direta da MG030 com a BR356, além do processo de sinalização, também aprovado pelo DNIT. Ela faz parte do Complexo Viário Sul que abrange, ainda, dois outros viadutos a serem construídos diretamente pelo DNIT. 

A estimativa é que a obra seja concluída em um prazo de oito meses, liberando o tráfego até antes do período do natal, quando o volume de trânsito é muito intenso.

sábado, 3 de março de 2012

Que imóveis devem ser declarados?

Que valor de avaliação do imóvel obriga o contribuinte a declarar?


Ilustração de pessoa pensando em dinheiro e imóveis


Resposta de especialistas do 
São obrigadas a declarar as pessoas físicas que tiveram posse ou propriedade de bens de valores superiores a 300.000 reais, ainda que não tenha renda tributável suficiente para declarar. Esse valor é avaliado pelo custo de aquisição. No caso de bens financiados, o custo de aquisição são as parcelas pagas ate 31 de dezembro de 2011.
FONTE: Exame.com - 02/03/2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Brasil é 2º em ranking mundial de valorização imobiliária

Brookfield


Os imóveis no Brasil tiveram uma valorização nominal de 27,82% em 2011, a segunda maior do mundo. Segundo pesquisa realizada pelo site Global Property Guide, que auxilia investidores na busca de imóveis ao redor do mundo, o Brasil ficou atrás apenas da Índia no ranking da variação dos preços dos imóveis, que incluiu 35 países (veja abaixo):

PaísValorização imobilária em 2011Alta em 2010
Índia35,77%ND
Brasil27,82%23,49%
Estônia12,79%13,40%
Hong Kong11,36%22,13%
Noruega7,97%6,60%
Turquia7,30%2,27%
Islândia7,18%-1,49%
Coreia do Sul7,02%1,70%
Singapura5,85%17,56%
Ucrânia5,29%-9,47%
Indonésia5,05%2,91%
Letônia4,81%10,31%
Suíça4,42%1,12%
Alemanha3,89%3,06%
África do Sul2,80%3,16%
Nova Zelândia1,84%-0,74%
China1,28%2,65%
Reino Unido1,15%57,00%
Finlândia1,04%5,23%
Lituânia-0,36%-4,01%
Croácia-0,92%-5,24%
Israel-1,21%17,04%
Estados Unidos-2,43%-4,21%
Eslováquia-2,68%-2,08%
Suécia-2,76%5,23%
Holanda-3,38%-1,00%
Japão-3,98%5,82%
Portugal-4,15%-2,21%
Austrália-4,84%4,64%
Bulgária-6,16%-5,58%
Polônia-6,60%0,64%
Espanha-6,78%-3,53%
Taiwan-7,44%10,91%
Grécia-7,94-5,83%
Irlanda-15,82%-11,04%
O ranking revela que a alta dos imóveis no Brasil e na Índia não tem qualquer paralelo com o que está acontecendo nos demais mercados ao redor do mundo. Descontando a inflação da variação do preço dos imóveis, houve desvalorização em 22 dos 35 países pesquisados. Além disso, em 21 países o desempenho do mercado imobiliário foi pior do que no ano anterior. Os números do quarto trimestre foram ainda piores. Houve alta real de preços em apenas 10 dos 35 países.
O site Global Property Guide atribui a desvalorizações dos imóveis na maioria dos mercados pesquisados ao fraco crescimento econômico mundial, às preocupações com o elevado endividamento dos países ricos, à baixa confiança do consumidor e ao alto desemprego em diversas nações.
Já a situação no Brasil seria oposta porque a economia vai bem. O Banco Central está em meio a um ciclo de redução das taxas de juros – o que sempre é positivo para o mercado imobiliário. As incorporadoras também costumam explicar as altas de preços com o aumento dos custos de construção, já que mão de obra, terrenos e materiais de construção são hoje muito mais caros do que eram há alguns anos.


Por último, especialistas do mercado imobiliário também costumam apontar a desinformação de muitos compradores como fator de pressão sobre os preços. Os imóveis nas principais cidades brasileiras mais do que dobraram de preço nos últimos cinco anos. No imaginário de alguns investidores, os imóveis se transformaram em sinônimo de bom negócio.


O que muita gente se esquece em épocas de euforia é que, da mesma forma que os preços sobem, também podem descer. A Ásia é um bom exemplo disso. Segundo a pesquisa da Global Property Guide, com exceção da Índia, os preços estão acomodados ou até mesmo em queda na região, que foi a queridinha dos investidores globais na década passada.


As valorizações em Hong Kong, Cingapura e China foram bem menores em 2011 do que no ano anterior. Já em Tóquio e Taiwan, houve recuo de preços. As desvalorizações ocorreram mesmo com a região ainda em um momento econômico favorável, o que levou o Global Property Guide a afirmar que o “boom imobiliário na Ásia acabou”.


A Europa é outra região que prova que os preços podem cair – em alguns casos, de forma acentuada. Espanha, Grécia e Irlanda apresentaram péssimos resultados neste ano. O alto endividamento e a falta de confiança dos investidores reforçam a percepção de que a Europa entrará em nova recessão em breve – o que sempre tende a enfraquecer o mercado imobiliário ainda mais do que outros setores da economia.

FONTE: Exame.com - 25/02/2012   (João Sandrini)